
O evento reuniu autoridades, profissionais da saúde e pacientes na Câmara Municipal de Cabedelo
A Fundação de Educação, Tecnologia e Cultura da Paraíba (Funetec) participou, nesta quinta-feira (8), de uma Sessão Especial realizada pela Câmara Municipal de Cabedelo, dedicada ao debate e à conscientização sobre a Dermatite Atópica. O encontro reuniu representantes do poder público, profissionais da saúde, pacientes e instituições para discutir os impactos da doença e a importância da ampliação das políticas públicas de diagnóstico e tratamento.
Durante a programação, foi exibido o trailer do documentário ‘Esperar Também Machuca’ sobre a Dermatite Atópica, produzido pela Funetec. A produção tem como objetivo ampliar o conhecimento sobre a doença e dar visibilidade aos impactos que ela provoca na vida dos pacientes, contribuindo para fortalecer o debate sobre saúde, tratamento e qualidade de vida.
A Sessão Especial foi uma propositura do vereador Hérlon Cabral, que destacou a necessidade de transformar os relatos dos pacientes em ações concretas e políticas públicas.
“Os relatos dos pacientes nos mostram que a dermatite atópica precisa estar cada vez mais presente na agenda das políticas públicas de saúde. Por isso, decidimos abraçar essa causa e abrir espaço para o diálogo, buscando construir parcerias e articular ações junto aos governos municipal, estadual e federal. Nosso compromisso é trabalhar para que os pacientes tenham acesso ao tratamento adequado e possam viver com mais saúde, dignidade e qualidade de vida”, afirmou.

Comunicação como instrumento de conscientização
A jornalista e paciente com dermatite atópica, Ana Cláudia Cardoso, participou da construção do documentário e destacou a importância de utilizar a comunicação para ampliar o conhecimento sobre a doença.
“Foi muito significativo para mim poder aliar a minha história de vida, a minha experiência pessoal, com a minha experiência profissional. Eu pude utilizar as ferramentas que domino para trazer à luz um tema que ainda é desconhecido por grande parte da população. Apesar de a dermatite atópica ter uma prevalência significativa, muitas pessoas ainda desconhecem os impactos que a doença provoca para além da pele”, destacou.
Para Ana Cláudia, a própria experiência como paciente contribuiu para que pudesse abordar o tema com maior propriedade e sensibilidade.
“Tenho pensado muito que todo o tempo que passei convivendo com a doença foi, de certa forma, uma preparação para que eu tivesse propriedade para realizar esse trabalho hoje. Por isso, estou muito feliz com o resultado do documentário e, principalmente, com a repercussão que ele já vem alcançando”, afirmou.
Segundo a jornalista, a mobilização em torno da causa ganhou força a partir da divulgação de trechos do documentário e de uma audiência pública realizada na Assembleia Legislativa da Paraíba. A repercussão nas redes sociais contribuiu para ampliar o alcance da discussão e chegou até o vereador Hérlon Cabral, fortalecendo a articulação para a realização da Sessão Especial.
“Foi uma cadeia que começou a se formar. Para qualquer profissional, é gratificante ver o resultado do seu trabalho, mas, para mim, como alguém que conviveu praticamente a vida inteira com essa doença, essa realização tem um significado ainda maior”, declarou.

Tratamento e políticas públicas
A necessidade de ampliar o acesso ao tratamento também foi destacada pelo presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Regional Paraíba, Dr. Samir Azouz. Segundo o especialista, os casos mais graves da dermatite atópica também representam um desafio para o sistema público de saúde.
“É importantíssimo a gente debater esse assunto, porque ele sai muito caro para os cofres públicos. Quando o paciente está descompensado e exige internação, o custo é muito maior do que o medicamento”, explicou.
Para o dermatologista, o acesso ao tratamento adequado pode contribuir para reduzir complicações e internações.
“Quanto mais a gente vê o paciente compensado com esses medicamentos de alto custo, significa menos internação e mais economia financeira para o município”, afirmou.
Dr. Samir também ressaltou a importância da construção de políticas públicas voltadas aos pacientes com dermatite atópica e outras doenças imunomediadas.
Cabedelo amplia debate sobre doenças de pele.
A Sessão Especial também abriu espaço para discutir a possibilidade de articulação entre diferentes setores do poder público para fortalecer o atendimento às pessoas com doenças de pele no município.
De acordo com Ana Cláudia, representantes presentes na sessão demonstraram disposição para unir esforços na construção de um grupo de trabalho voltado à discussão do tratamento das doenças de pele em Cabedelo.
“Todos demonstraram, a princípio, disposição para unir forças e abraçar essa causa. Quem sabe Cabedelo possa se tornar pioneiro no tratamento das doenças de pele? É uma emoção que eu não consigo descrever. Conseguimos chamar a atenção e reunir pessoas e profissionais em torno dessa causa”, afirmou.
Para ela, um dos próximos passos é ampliar o diálogo com as autoridades de saúde do Estado para buscar avanços no acesso ao tratamento dos pacientes com formas graves da doença.
“Agora precisamos sensibilizar as autoridades da saúde do Estado para que o protocolo complementar de tratamento apresentado seja adotado e para que as pessoas que convivem com a forma grave da doença não precisem enfrentar tantos entraves para ter acesso a um direito que já é garantido”, concluiu.
Participaram da Sessão Especial o presidente da Câmara Municipal de Cabedelo, José Pereira; o vereador Hérlon Cabral; a superintendente em exercício da Funetec, Rejane Negreiros; a jornalista e paciente Ana Cláudia Cardoso; o presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Regional Paraíba, Dr. Samir Azouz; a secretária adjunta da Saúde de Cabedelo, Maria dos Navegantes; e a ex-vereadora de Cabedelo, Fabiana Régis.
Também estiveram presentes os vereadores Moisés do Meninas Bar, Júnior Paulo e Fernando Sobrinho.
A participação da Funetec reforça o compromisso da instituição com iniciativas que utilizam a educação, a comunicação, a ciência e a cultura como instrumentos de transformação social, contribuindo para ampliar o debate sobre temas relevantes para a sociedade e dar visibilidade às demandas de diferentes públicos.
Fotos: Toheá Ranzetti
Texto: Toheá Ranzetti
Distantes 3.637 km, a Fundação de Educação, Tecnologia e Cultura da Paraíba (Funetec) e o Instituto Federal do Acre (IFAC) têm um propósito em comum: facilitar a implantação de novas práticas, incentivando a produtividade da agricultura familiar com o uso de tecnologias de ponta, por meio do Projeto Agricultura 4
Preocupada com a qualidade na prestação de serviços, a Fundação de Educação, Tecnologia e Cultura da Paraíba (Funetec) inaugurou o Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) para dar mais agilidade e transparência a todos os projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) geridos junto às Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICTs)
Uma noite para ficar na história! A Fundação de Educação, Tecnologia e Cultura da Paraíba (Funetec) recebeu, na noite desta quinta-feira (24), em Brasília, menção honrosa no 8º Prêmio Boas Práticas de Gestão das Fundações de Apoio, realizado durante o 9º Congresso Nacional do Conselho Nacional das Fundações de Apoio (Confies)
Mais uma vez o superintendente, Rodrigo Barreto, e a diretoria executiva da Fundação de Educação, Tecnologia e Cultura da Paraíba (Funetec), desembarcaram em Brasília para participar do 9º Congresso Nacional do Conselho Nacional das Fundações de Apoio às Instituições de Ensino Superior e de Pesquisa Científica e Tecnológica (CONFIES), evento que reúne profissionais que atuam nas fundações de apoio de todas as regiões do Brasil
A Fundação de Educação, Tecnologia e Cultura da Paraíba (Funetec), a Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) firmaram parceria para desenvolver ferramentas de inteligência regulatória e automação voltadas à modernização da avaliação de conformidade de produtos de telecomunicações