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Projeto pioneiro do IFPB vira programa de análise de qualidade da água a baixo custo

23/10/2012 00:00:00

   Em conversa com a coordenadora técnica, responsável pela emissão de laudos microbiológicos do Programa de Monitoramento de Água- IFPB, Tânia Maria de Andrade contou resumidamente um pouco da história do Programa, objetivos e suas linhas de atuação:

  O Projeto de Monitoramento de Água surgiu em 1997, mas foi em 1998 que ganhou a estrutura escrita de projeto, no início trabalhavam de forma tímida, ainda com poucos recursos. Em 2004 o projeto passou para a condição de Programa. O Projeto inicialmente deu certo, abrindo com a perspectiva de programa, porque enquanto projeto, ele trabalhava apenas com prestação de serviços, analisando as amostras e cobrando um preço mais barato que o cobrado por empresas que trabalham na área. Virou Programa devido ao aumento das demandas de serviços, aumentando também a receita, porém o objetivo geral foi mantido, que era atender as demandas da região, principalmente do município de João Pessoa, mas também atendendo situações diversas de pessoas de todos os lugares da Paraíba.
 
  O Programa objetiva monitorar as águas potáveis, sobretudo água subterrânea. A legislação hoje e todos os órgãos que tratam dessa questão da sanidade da água, cobram que a água esteja na condição de potabilidade. No ponto de vista bacteriológico, ela precisa está ausente de bactérias e no ponto de vista físico-químico tem todo um quadro de informações e diversos parâmetros (vinte ou mais) que precisam estar em condições. Devido ao aumento da receita notou-se a possibilidade de atuar em linhas, hoje o programa de Monitoramento de Água atua em três linhas, que são a de prestação de serviços, apoio a pesquisas e a terceira linha é voltada para a parte filantrópica, sendo separada uma “cota x” para serviços prestados a população sem cobrar nada, como analisar água de comunidades e hospitais carentes, agricultores que querem saber como está sua água. Ou apoia a pesquisa, projetos de extensão voltados para comunidades carentes. No ponto de vista econômico, quem sustenta o Programa são os clientes, que são principalmente condomínios, tendo em vista a crescente necessidade de uso de água subterrânea, que é o "carro chefe" do programa. O dinheiro recebido pelos serviços prestados além de sustentar a bolsa dos funcionários/estagiários que estão no programa, serve para dar apoio a pesquisas de interesse do programa, apoia projetos voltados para o monitoramento de água, sendo também uma forma de expandir suas ações.
 
  Hoje o Programa tem como clientes condomínios, hospitais, clínicas, supermercados, algumas fazendas que querem saber se um determinado poço tem água potável. Conta com uma média de 12 pesquisadores voluntários, além da equipe de pesquisadores, os chamados “conselho do programa”, que inclui Geraldo Juvito, coordenador geral do programa. Na ultima reunião, realizada no mês de Setembro, um novo passo para o Programa foi tomado, ele vai passar de PMA (Programa de Monitoramento de Água) para PMAASA (Programa de Monitoramento de Água, Alimentos, Solo e Atmosfera), a parte de alimentos, solo e ar, atuarão apenas na linha de pesquisa, mantendo-se na linha de prestação de serviços somente a parte de monitoramento de água.




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