
Nos dias 09 e 10 de junho, a Assessoria Técnica Territorial (ATT) do Porto do Capim participou do encontro que reuniu mais de 200 participantes na capital federal.
O evento reuniu assessorias técnicas, representantes comunitários, gestores públicos e instituições parceiras de diversas regiões do país, fortalecendo a troca de experiências e o debate sobre políticas públicas voltadas para a urbanização de territórios populares, o direito à cidade e a participação social.
A Assessoria Técnica Territorial do Porto do Capim participou do evento, representada pela comitiva composta por Joyce Lima, Yuri Duarte, Jobson Bruno Lima, Kalyne Almeida e Thalita Holanda, integrantes do Periferia Viva em João Pessoa, iniciativa que conta com a Fundação de Educação, Tecnologia e Cultura da Paraíba (Funetec) como gestora administrativa e financeira e no apoio à implementação das ações do programa no Porto do Capim.
A participação da equipe contou com o acompanhamento de Rossana Holanda, moradora do território e uma das articuladoras da Assessoria Técnica Central (ATC), vinculada à Fundação Tide Setubal. A ATC atua no apoio metodológico, na articulação entre os territórios participantes do Programa Periferia Viva e no fortalecimento das ações desenvolvidas pelas assessorias técnicas territoriais em todo o país.
Para Thalita Holanda, mobilizadora do território, “o evento foi importante para ampliar saberes”. A mobilizadora afirma que a participação na roda de conversa sobre Comunicação e Mobilização, na qual o Porto do Capim pôde compartilhar suas experiências e potencialidades, foi um dos momentos mais significativos do encontro. Segundo ela, o espaço possibilitou a troca de conhecimentos e a partilha de práticas que o território vem desenvolvendo ao longo de sua trajetória, evidenciando ações que o Porto do Capim sempre realizou em sua caminhada de organização e mobilização comunitária.

No dia 11 de junho, a equipe também participou do encontro presencial das Assessorias Técnicas Territoriais acompanhadas pela Assistência Técnica Central, realizado na sede do Ministério das Cidades. O momento foi dedicado ao compartilhamento de experiências, à avaliação das atividades desenvolvidas e à construção de estratégias para o fortalecimento das ações nos territórios.
O Periferia Viva é um projeto que traz uma proposta de implementação do Novo PAC com um viés diferente dos demais programas, tendo as comunidades e os territórios no centro de um processo que se propõe participativo. Nesse sentido, “Foi fundamental a troca de experiências entre as diversas outras operações no Brasil para que as soluções possam representar projetos mais adequados e coerentes com a realidade dos territórios, reconhecendo, valorizando e potencializando as iniciativas locais e garantindo o protagonismo da comunidade”, ressaltou Yuri Duarte, Coordenador Geral da ATT no Porto do Capim.
A presença do Porto do Capim nesses espaços reafirmou a importância dos encontros dos Agentes na construção de políticas públicas e levou para o debate nacional as experiências, desafios e potencialidades vividas pelo território.
O Porto do Capim ocupou Brasília e seguiu fortalecendo redes, construindo diálogos e ampliando a visibilidade das pautas do território.
PERIFERIA VIVA - O Projeto Periferia Viva em João Pessoa é uma iniciativa do Governo Federal, articulada pela Secretaria Nacional de Periferias e pelo Novo PAC, que busca transformar o Território do Porto do Capim por meio de obras de urbanização, saneamento, melhorias habitacionais, regularização fundiária e ações sociais integradas. Na capital paraibana, o programa prevê investimentos de cerca de R$100 milhões e envolve a parceria entre o Ministério das Cidades (MC), a Prefeitura de João Pessoa (PMJP), o Instituto Federal da Paraíba (IFPB) e a Funetec. Com duração de 3 anos e meio, o programa deve iniciar as obras a partir de agosto de 2026, obedecendo a um cronograma previsto das atividades, que nesse início é planejamento e organização, leitura, técnica da comunidade e levantamentos dos nomes, iniciando cadastramentos dos moradores para regularização fundiária.
TEXTO: Kalyne Almeida com Assessoria Funetec
FOTOS: Assessoria Periferia Viva Porto do Capim
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